Cirurgia reparadora

Reconstrução mamária

O câncer de mama é um dos tumores mais comuns entre as mulheres e pode trazer consequências físicas e psicológicas devastadoras. Com os avanços nos métodos de rastreio (mamografia) mais casos estão sendo diagnosticados a cada dia. O avanço nas modalidades de tratamento envolvendo cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia tem proporcionado uma expectativa de vida mais longa para essas pacientes. A reconstrução de mama proporciona qualidade de vida, bem-estar e autoestima ao reconstruir um símbolo de feminilidade tão importante para a imagem corporal da mulher.

A reconstrução é conseguida por meio de várias técnicas de cirurgia plástica que tentam restaurar a mama, considerando-se a forma, a aparência e o tamanho após a mastectomia. As opções de tratamento irão depender da extensão do defeito após a retirada do tumor. A mastectomia pode ser parcial ou total e a reconstrução imediata ou tardia. Esta pode ser realizada com a inclusão de próteses de silicone ou expansores e envolver a utilização de retalhos musculares como o grande dorsal das costas e o TRAM da região abdominal.

As opções de tratamento devem ser discutidas detalhadamente com o seu cirurgião plástico considerando todas as possíveis complicações, vantagens e desvantagens de cada procedimento.

Tumores de pele

Os tumores de pele podem ser benignos ou malignos e acometer qualquer região do corpo. Devido à alta incidência de radiação solar em nosso meio, temos uma incidência elevada de lesões malignas do tipo carcinoma basocelular (CBC) e carcinoma espinocelular (CEC). O melanoma é um terceiro tipo que também ocorre em nosso meio. Dentre as lesões benignas, nevos, cistos, lipomas, xantelasmas e hemangiomas são algumas das mais comuns.

O tratamento cirúrgico desses tumores visa à sua retirada completa com margens livres que variam conforme o tipo histológico. O cirurgião plástico é o especialista com a maior habilidade de reconstruir os defeitos resultantes dessas cirurgias com a melhor qualidade funcional e estética.

Fechamento primário borda a borda, utilização de enxertos (segmentos de pele obtidos de regiões distantes) e retalhos (tecidos sadios adjacentes à lesão) estão no arsenal de reconstrução do cirurgião plástico em todo o corpo e, especialmente, na face.

Toda cirurgia acarreta cicatrizes. Dentro do possível, e respeitando as características individuais, as cicatrizes resultantes são posicionadas em sulcos e depressões naturais da pele de forma a camuflá-las.

Correção de cicatriz

As cicatrizes são sinais visíveis que permanecem após uma ferida ser cicatrizada, sendo resultado inevitável de lesão ou cirurgia, e seu desenvolvimento pode ser imprevisível. A má cicatrização pode contribuir para o surgimento de cicatrizes desfavoráveis. Existem diversos fatores que interferem na qualidade das cicatrizes, como a localização no corpo, o formato da cicatriz, a dimensão da ferida, a idade, as características genéticas e étnicas, a técnica cirúrgica utilizada, os cuidados pós-operatórios e o tempo de cicatrização. Após acidentes e cirurgias, a cicatriz resultante pode causar grande insatisfação estética.

As alterações cicatriciais podem ser classificadas em:

  • Cicatriz hipertrófica (elevada).
  • Queloide (elevada, ultrapassando limites da ferida inicial).
  • Cicatriz retraída (repuxa os tecidos adjacentes e pode restringir movimentos).
  • Cicatriz alargada (rasa, frouxa e espalhada).
  • Cicatriz atrófica (mais funda que pele ao redor).
  • Cicatriz discrômica (mais escura ou mais clara que a pele ao redor).

Como visto, nem todos os distúrbios de cicatrização são queloides.

As cicatrizes inestéticas podem ser tratadas de diversas maneiras. Intervenção cirúrgica associada a tratamentos coadjuvantes como compressão mecânica, corticoide intralesional, placas de silicone, braquiterapia, betaterapia, laser de luz intensa pulsada, criocirurgia, cremes clareadores e ácidos são algumas das opções de tratamento.